Os obstáculos à prevenção

A pesquisa conduzida por Natália de Freitas mostrou que, quando a temática é o comportamento de risco, jovens homossexuais masculinos descartam o uso do preservativo por quatro motivos: estar em um relacionamento estável; ter confiança na outra pessoa; fazer testagem para HIV frequentemente, e não confiar na camisinha. E evidenciam que o preconceito ainda é, mesmo mais de 30 anos depois da introdução da epidemia no país, uma barreira à conscientização.
“A maioria dos 20 participantes teve ou tinha relações sociais conflituosas. Alguns tentaram relacionamentos heterossexuais; outros não falaram sobre a orientação a pessoas próximas e alguns tentaram suicídio.”
Uma das formas de amenizar o crescimento do HIV é rever o suporte emocional. Outra é ampliar a informação em diferentes meios, inclusive sobre métodos de profilaxia pré e pós-exposição (PrEP e PEP). Apesar de o PrEP ainda não estar presente no país, o PEP é tido como método de resolver uma possível exposição ao vírus. “Mas há impacto no organismo. É um tratamento longo, de 28 dias, e não é 100% seguro. A nossa defesa é que as estratégias de prevenção precisam ser combinadas”, esclarece a coordenadora-geral da ONG Gestos, Alessandra Nilo.

Fonte: Diario de Pernambuco

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