A atendente de telemarketing Michaelle Gomes, 19 anos, e o ajudante de capinação Flávio da Cruz, 23, levaram o filho José Michel, de 1 ano e 7 meses, a um posto de saúde do Recife, ontem. O casal estava na expectativa de vacinar o menino contra a gripe, mas foi informado que a campanha para imunizar crianças e outros grupos de risco só começaria no próximo dia 30. Como eles, outras pessoas procuraram os postos de saúde, ontem, dia em que a prefeitura iniciou a Pré-Campanha de Vacinação Contra Influenza, realizada em unidades de saúde, abrigos e creches.
“Nossa capacidade executora é atrelada ao recebimento da vacina e só chegou cerca de 20% da quantidade global prevista (de 365,5 mil doses)”, explica o secretário municipal de Saúde, Jailson Correia. “O fato de estar em creche, abrigo ou acamada gera um risco maior de pequenos surtos entre essas pessoas, por isso começamos por elas. No caso dos profissionais de saúde, eles entram em contato com pessoas doentes ou não. Então é importante estarem vacinados para não transmitir a gripe”.
Essa fase de pré-campanha vai até a sexta-feira, 29. O sábado é o dia D, quando as vacinas serão disponibilizadas nos postos de saúde, mas não para todo mundo. Podem recebê-la crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores de saúde, pessoas com mais de 60 anos, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, detentos e funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais. A campanha segue até o dia 20 de maio e a meta é vacinar pelo menos 80% da população-alvo, composta por 365.490 pessoas
Michaelle e Flávio já se programaram para levar Michel a um posto no dia 30. Mas ontem eles não perderam a viagem. “De qualquer forma, ele tomou vitamina A. No ano passado, foi vacinado contra gripe pela primeira vez e nunca adoeceu. É muito saudável. Eu só me vacinei na gravidez”, declarou a mãe do menino. Até o dia 26, foram confirmados 23 casos de influenza A (H1N1), não há confirmação de óbito, mas cinco mortes estão em investigação, podendo ter sido provocadas por outros vírus.
Fonte: Jornal do Commercio



