Em um mês, o número de países com registro de zika por transmissão sexual aumentou de três para sete. EUA, Peru, Nova Zelândia, Chile, Argentina, França e Itália já têm casos confirmados. Diante da situação, o Ministério da Saúde emitiu oficialmente nota orientando as gestantes a usarem preservativos, mesmo se mantiverem relações apenas com o pai do seu bebê, para se protegerem do vírus. Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) endossou o conselho. A necessidade de as gestantes usarem camisinha já havia sido adotada no discurso da Coordenação de DST/ Aids da SES, de acordo com o chefe do setor, François Figueiroa. “A possibilidade de se contrair o vírus por meio de contato com secreções, entre elas o esperma, é um motivo a mais para se proteger. Mas já falávamos disso porque o preservativo é importante para prevenir doenças, como a sífilis, por exemplo, bastante comum aqui em Pernambuco ultimamente. Ela pode causar, com pequena probabilidade, inclusive microcefalia. Em outros casos pode causar aborto. “Não se pode ficar achando que, depois de engravidar, a mulher deixa de ter uma vida sexual ativa.” A dona de casa Taciana Melo, 27 anos, passou a utilizar os preservativos quando descobriu que o vírus pode ser transmitido por meio de relações sexuais. “Não adianta vestir calças compridas dentro de casa, passar repelente o tempo todo e colocar telas nas janelas se não usarmos proteção. Meu companheiro pode pegar o mesmo vírus em um local fora de casa e passar para mim”, argumentou. O vírus também já foi encontrado no leite materno, na saliva e na urina. No entanto, ainda não houve relatos de transferência por esses meios, de acordo com a Fiocruz. Outras doenças, como o retrovírus HTLV, são comprovadamente transmitidas pela amamentação. Por isso, o aleitamento cruzado, em que uma mãe amamenta o bebê de outra pessoa, e vice versa, não deve acontecer. Nos EUA, o primeiro caso de zika foi adquirido no país em fevereiro. O paciente manteve relações sexuais com uma pessoa que tinha ido à Venezuela, onde o vírus é ativo. Em março, especialistas ingleses pediram para que os homens que tivessem visitado países infectados como zika se abstivessem do sexo ou usassem preservativos por pelo menos seis meses.
Fonte: Folha de Pernambuco



