Cerca de 60 representantes das Comissões Estaduais de Revisão do Código de Ética Médica da Região Nordeste participam nesta terça-feira (25) de um amplo debate em Recife (PE). O grupo faz a análise de dezenas de propostas encaminhadas por profissionais e entidades locais que propõem ajustes no texto mais complexo e amplo que trata do exercício ético da medicina no País.
O Encontro Regional Nordeste é o primeiro de uma série de três que tem o mesmo objetivo. Juntos, os delegados estaduais e a Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica fazem a triagem das propostas apresentadas.O evento acontece no Hotel Mercure Atlante Plaza, em Boa Viagem, promovido pelos Conselhos Federal e Regionais de Medicina.
Na mesa de abertura, os delegados foram saudados pelos representantes das principais entidades médicas locais – a corregedora do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Silvia da Costa Carvalho; o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Tadeu Henrique Pimentel Calheiros; a presidente da Associação Médica de Pernambuco (AMP), Helena Maria Carneiro Leão; e Jane Lemos, da Academia Pernambucana de Medicina (APM). O grupo também foi acolhido pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital Tavares Corrêa Lima.
O presidente do Simepe, Tadeu Calheiros, que participou da mesa de abertura da solenidade, destacou a importância do debate e parabenizou às entidades médicas realizadoras. “A solenidade é de extrema importância para promover a atualização do Código de Ética Médica que rege nossos profissionais”, afirmou Calheiros .Esteve também presente o diretor do Simepe e presidente da Comissão de Honorários Médicos de Pernambuco (CEHM-PE, Mário Fernando Lins. “Com o rápido avanço tecnológico, é preciso que haja a revisão do Código de Ética Médica para atender às necessidades atuais”, explicou Lins.
Na sequência, os participantes acompanharam a conferência do presidente do CFM, que apresentou um rápido diagnóstico da situação da saúde no Brasil, a partir de aspectos como indicadores de execução financeira e epidemiológicos, assim como de problemas em sua infraestrutura (falta de leitos e de equipamentos em postos de saúde). O presidente do CFM, Carlos Vital Tavares, iniciou sua apresentação, ressaltando a necessidade da preservação da ética e dignidade humana na revisão do Código de Ética Médica. Contudo, Carlos Vital, destacou que apesar desses fatores adversos “o povo reconhece o mérito na rotina da prática médica, visualiza a perícia, a diligência, a prudência, a humildade e a compaixão nos esforços profissionais dispendidos”. Segundo relatou, pesquisa do CFM, realizada pelo Instituto Datafolha, coloca os médicos como a categoria que conta com o maior grau de credibilidade e confiança junto à população. Essa é percepção de 26% dos entrevistados. O evento se estende até o final da tarde desta terça-feira em que serão apresentados os trabalhos desenvolvidos para o encontro.




