Programa Mais Médicos

Mario JorgeEm 2013 o Governo Federal criou o Programa Mais Médicos. Para entender melhor é importante situar o contexto no qual esse programa foi inserido. O Brasil estava se preparando para mais uma eleição. A maior queixa da população era sobre a saúde pública, além da segurança. O marketing político do PT investia maciçamente contra os médicos brasileiros culpando-os pela péssima condição do atendimento que a população recebia (o verbo está no passado mas a situação está bem pior atualmente) criando um vilão midiático.

O cenário está posto.

Com a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) tendo mudado e sua direção assumindo uma postura pró Castro permitiu-se o maior e mais escandaloso programa de transferência de mão de obra semiescrava de um país para outro nos tempos de hoje com a contratransferência de dinheiro para uma ditadura ‘companheira’, a qual, sem um banco central reconhecido pelo sistema financeiro mundial, não se sabe que destino deu a esse montante de dólares brasileiros.

Posto está o plano Mais Médicos.

Com a importação dos médicos de Cuba precarizou-se ainda mais as relações trabalhistas, cujo contrato de trabalho é uma espécie nebulosa de ‘bolsa estudantil’ que não oferece nenhum dos direitos que o trabalhador brasileiro ou estrangeiro legalizado tem pela Constituição. O estado que deveria contratar pessoas através de concurso e ter para com ela vínculo público legal burlou a ele próprio, maquiando esse contingente de contratos de trabalhadores de tal maneira que se corrompia abertamente a Constituição.

Além de toda essa mega ilegalidade é um plano altamente restritivo, pois só há ‘contratação’ de médicos, esquecendo-se que o atendimento à saúde requer médicos, enfermeiras, atendentes, pessoal de apoio, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, técnicos em radiologia, cirurgiões dentistas, e toda uma estrutura de retaguarda.

O que esteve por trás?

Criou-se uma forma de repasse de verba indireta para a campanha eleitoral, pois desonera-se as prefeituras de pagamentos dos médicos (que diga-se de passagem já é precário) liberando esse crédito sem rubrica para se desviar da acusação de crime eleitoral.

Hoje, com essa série de escândalos que escancaram a vergonha e a revolta dos brasileiros pergunta-se: quem acredita mais em algum dado desse governo?

As estatísticas de milhares e milhares de atendimentos realizados pelos médicos desse famigerado programa Mais Médicos, carecem de credibilidade e outra coisa, se era para melhorar a cobertura de atendimento, como é que, substituindo os médicos já existentes pelos ‘importados’ ampliou-se a acessibilidade? Só na cabeça de João Santana.

O governo dizia também que valorizava a especialização da Saúde da Família, como então levou vários desses médicos cubanos para atuarem nas capitais tomando as vagas de médicos concursados fragilizando essa especialidade (ESF)?

Uma outra pergunta que causa espanto, como se permite que no Brasil médicos de outros países aqui vivam e trabalhem com restrição de seus direitos civis, tutelados por agentes políticos estrangeiros financiados pelo Programa, conforme farta denúncia vinculada na imprensa?

São perguntas e mais perguntas que a história recente está respondendo e jogando luz sobre as respostas, embora que visto hoje, o Mais Médicos é um pingo de lama no imenso mar que tomou conta da nação brasileira.

Mário Jorge Lôbo – Presidente do Simepe

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