Recife registra mais de mil casos de chicungunha

Ao longo de 2015, a capital pernambucana registrou 24.558 casos prováveis das três arboviroses (doenças transmitidas por mosquito): dengue, chicungunha e zika. Desse total, quase 50% se concentram nos bairros dos distritos sanitários V (17,2%), II (16,3%), e IV (16%). É o que mostra o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Recife, divulgado ontem e que reúne dados até 26 de dezembro de 2015. O bairro da Mangabeira, na Zona Norte do Recife, continua apresentando o maior risco de transmissão ativa das três doenças transmitidas pelo Aedes, pois apresenta o mais alto coeficiente de incidência das arboviroses, que considera o total de casos das três doenças por 10 mil habitantes das últimas oito semanas.

No Recife, continua crescendo o número de pessoas que adoecem por chicungunha. A capital contabiliza 1.002 registros (aumento de 195 casos suspeitos em uma semana). “Muita gente está suscetível à chicungunha porque se trata de um vírus novo, ao qual a população não havia sido exposta até pouco tempo. É uma doença com alto potencial para se tornar crônica. Por isso, as ações de enfrentamento ao mosquito não podem enfraquecer”, reforça a secretária-executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte.

O boletim ainda registra o avanço da dengue. Até o dia 26 de dezembro, 29.118 pessoas adoeceram com sintomas da doença. Desse total de casos, 17.546 foram confirmados. Em 2014, no mesmo período, foram notificados 3.378 casos e confirmados 963, o que representa um aumento de 762% de casos suspeitos e 1.722% de confirmados. As notificações de zika também seguem aumentando no Recife, que contabiliza 183 pessoas que adoeceram com sinais da doença (56 a mais do que na semana anterior). Desse universo, oito casos foram confirmados.

Fonte: Jornal do Commercio

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