SÃO PAULO (Folhapress) – Encontrar a vacina contra a gripe H1N1 disponível nas clínicas privadas está longe de ser o único desafio para os pais que tentam imunizar seus filhos. Indicadas pelos pediatras, a hexavalente acelular, a pentavalente acelular e a meningocócica B também sumiram do mercado desde o final do ano passado. A hexavalente acelular protege contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e as doenças causadas pelo Haemoplilus influenzae tipo B, como a meningite e infecções bacterianas. É quase a mesma proteção da pentavalente acelular, que não cobre a hepatite B. Fora da lista do Programa Nacional de Imunizações e disponíveis apenas na rede privada, a opção a elas é a pentavalente oferecida pelo SUS – que não é acelular, e sim feita com células inteiras. Ela também protege contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo B e contra a hepatite B. A indicação da Sociedade Brasileira de Imunizações é que os pais não deixem de vacinar as crianças e recorram à vacina da rede pública, que tem a mesma eficácia. “Não atrase o calendário, pois a vacina do SUS funciona muito bem. O risco de reação é maior, mas em termos de eficácia é tão boa quanto”, diz o médico e vice-presidente da Sociedade Brasileia de Imunização, Renato Kfouri. Foi o que a advogada Juliana Cruz de Almeida, 36, fez após muito procurar pela hexavalente – até mesmo em outras cidades. Vittorio, de cinco meses, tomou a primeira dose no SUS em janeiro. E teve reações. “Ele teve febre alta, o local da picada ficou inflamado e com inchaço quase uma semana”, afirma. “Pelo menos metade das crianças acabam tendo febre ou outros sintomas”, diz Marco Aurélio Palazzi Safadi, da Sociedade Paulista de Pediatria. “Mas, é importante dizer que ela não protege menos. Tem proteção, no mínimo, igual e há estudos que mostram que contra a coqueluche pode ser ainda melhor”. Fabricante da pentavalente, a Sanofi Pasteur afirma que o produto está em falta temporária devido a “um aumento mundial da demanda” e que empreende “todos os esforços para disponibilizar o mais rápido possível novas doses da vacina ao mercado brasileiro”. A previsão para isso é no primeiro semestre de 2016.
Fonte: Folha de Pernambuco



