SÃO PAULO – A produção de medicamentos biológicos já é uma realidade no Brasil. Dentro de dois anos, a Libbs espera colocar no mercado os primeiros medicamentos produzidos na sua fábrica Biotec, com sede na cidade de Embu, na Grande São Paulo. Os primeiros biossimilares são para o tratamento de câncer e doenças autominues. Os primeiros lotes já foram produzidos para fases de testes e também para que a fábrica consiga a aprovação da Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa).
De acordo com o presidente da Libbs, Alcebíades Athayde Júnior, a proximidade com o medicamento de referência é grande. “Fazemos isso repetindo o mesmo processo de fabricação, os mesmos controles, fazendo o mais parecido possível com o produzido de referência. Eu diria que ele é tão parecido que se a gente pegar um produto biossimilar e comparar com um produto de referência, ninguém vai saber mais qual o biossimilar e qual o de referência”, disse, na inauguração da Biotec.
Parte da produção da Biotec será comprada pelo governo federal, através de uma PDP. O contrato prevê a aquisição por cinco anos. “A compra do governo vai depender apenas da aprovação do produto. A Anvisa aprovando o produto, ele estará no mercado e disponível imediatamente pro mercado”, afirmou Athayde Júnior.
“Dois medicamentos já fizeram os testes clínicos, estão em linha de produção, e acredito que em pouco tempo nós teremos esses medicamento aqui disponível no SUS. O governo garante a compra pelo período do contrato que é diferenciado para cada uma das parcerias”, ratificou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Este ano, o Ministério está aplicando R$ 15,9 bilhões na compra de medicamentos, insumos e imunobiológicos, incluindo vacinas.
A PDP prevê a transferência de tecnologia para um laboratório público. “Tudo que a Libbs produzir vai ter o registro em nome do Butantan e em nome da Libbs. Tudo que a Libbs aprender e desenvolver aqui é compartilhado com o Instituto Butantan. Isso é fundamental para a garantia de domínio pelo governo da tecnologia, ao mesmo tempo que em se está estimulando a formação de recursos humanos”, explicou Márcia Bueno, diretora de relações institucionais da Libbs. (M.A.)
Fonte: Jornal do Commercio



