A mortalidade de pessoas com HIV/Aids teve queda de 42,3% nos últimos 20 anos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira, 30. Índice caiu de 9,7 para 5,6 óbitos por 100 mil habitantes. Transmissão de mãe para filho também sofreu queda (36%).
O incentivo ao diagnóstico e ao início precoce do tratamento, antes mesmo do surgimento dos sintomas, refletiram na redução dessas mortes. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 41,1 mil novos casos ao ano.
Desde o início da epidemia de Aids no Brasil (em 1980) até o final de 2015, foram registrados 827 mil pessoas que vivem com o vírus. Desse total, 372 ainda não estão em tratamento e, dessas, 260 mil já sabem que estão infectadas. Além disso, 112 mil pessoas que vivem com HIV não sabem.
“É importante destacar a questão da prevenção. Distribuímos preservativos e promovemos uma série de campanhas, mas a testagem é fundamental para oferecer o tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que apresentou hoje o novo boletim Epidemiológico de HIV e Aids de 2016.
Ainda segundo o boletim, a partir da implantação do tratamento para todos, em 2013, o número de pessoas infectadas e tratadas subiu de 355 mil, em 2013, para 489 mil pessoas atualmente, um aumento de 38%.
Os dados apontam que a detecção da doença em menores de cinco anos caiu 36% nos últimos seis anos. Em 2010, eram 3,9 casos para cada 100 mil habitantes. O Índice passou para 2,5 casos em cada 100 mil habitantes em 2015. O boletim faz parte da programação do ministério para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado nesta quinta-feira (1).
Fonte: LeiaJá



