O Hospital Universitário Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Prof. Luiz Tavares – Procape – completou 10 anos. A história tem início há 132 anos, com o Hospital Santa Águeda, seguido de seu substituto, o Hospital Oswaldo Cruz, em 1925.
No âmbito da UPE, a cardiologia pernambucana é possuidora de três distintos momentos. O primeiro, entre 1951 e 1954, com poucos anos de defasagem entre os EUA e São Paulo, Joaquim Cavalcanti, inicia a cirurgia cardíaca na nossa região. Opera com sucesso cinco crianças com defeito congênito do coração e opera dois pacientes adultos com estenose da válvula mitral.
A contribuição seguinte foi do professor Luiz Tavares, instituindo a cirurgia cardíaca moderna com a utilização da circulação extracorpórea e nesse segundo período vários cirurgiões e cardiologistas foram formados se encerrando com mais de 18.000 cirurgias cardíacas realizadas, em pacientes carentes do SUS.
O terceiro ciclo se inicia em junho de 2006, com a inauguração do Procape, sonho do cardiologista Ênio Cantarelli iniciado em 1979 durante uma visita ao Instituto Nacional de Cardiologia do México.
Nesse curto período de existência, o Procape já é uma referência em cardiologia com mais de 16 mil cirurgias cardíacas e três milhões de atendimentos e torna-se o maior hospital público universitário de cardiologia em toda a região Norte/Nordeste, com perfil semelhante ao Incor – São Paulo.
O Procape não foi um projeto de governo, foi projeto de um homem que se tornou realidade. Sabemos que construir um hospital público, desse porte, não foi tarefa fácil, como também não tem sido mantê-lo funcionando com os princípios da qualidade da assistência e da formação de profissionais na área da saúde. Tudo isso se deve a profissionais abnegados e resilientes, com grande senso de responsabilidade social, herdadas dos médicos Joaquim Cavalcanti, Luiz Tavares e Ênio Cantarelli. Tudo isso faz do Procape um hospital diferente.
Fonte: Jornal do Commercio



