O médico Darley Ferreira, chefe do setor de mastologia do Barão de Lucena, informou que pelo menos 5% do total de mulheres atendidas na ação de ontem podem apresentar lesões suspeitas. “Muitas pacientes que estão aqui nunca fizeram o exame. Outras não têm plano de saúde e não conseguem realizar a mamografia nos hospitais públicos”, afirma.
A própria Ivanilsa falou que, mesmo chegando cedo no Barão de Lucena, não consegue ficha para entregar os exames para avaliação de um especialista. “Este já é o segundo ano que venho na Jaqueira. No ano passado, deu tudo certo”, contou. Miriam da Silva, 48, também teve dificuldades em arrumar vaga no Hospital do Câncer e há três anos não faz o exame. “Tenho cisto e casos de câncer de mama na família”, disse, preocupada. Além da falta de estrutura de atendimento nas unidades de saúde e a crise que levou muitas pessoas a deixarem seus planos, algumas mulheres não fazem a mamografia por medo. Aos 60 anos, Dalva Gonçalves vai fazer o exame pela primeira vez. “Tenho medo da dor”, confessou.
Os exames foram feitos em uma unidade móvel de mamografia, alugada pela SBM-PE. As atividades começaram às 6h30, com corrida e caminhada, além de palestra sobre câncer de mama e shows. A iniciativa fez parte da campanha A vida pede atitude. Movimente-se: faça mamografia anualmente, lançada pela SBM para o Outubro Rosa em parceria com o Grupo Oncoclínicas e a União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama. O câncer de mama é a segunda maior causa de morte das mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), quase 60 mil novos casos são estimados para 2016. Desse total, 66,2% é a mulher ou o companheiro que percebem os primeiros sinais da doença.
Fonte: Diario de Pernambuco



