Zona Sul recebeu mutirão contra a dengue

Um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti mobilizou, das 8h às 17h de ontem, agentes de saúde ambientais e militares do Exército para vistoriar propriedades e conscientizar e orientar a população sobre os cuidados que devem ser tomados para eliminar focos do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. A ação foi realizada em 2.218 residências, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, onde foram encontrados mais focos no ano passado. Nesta visita, no entanto, não foram encontrados focos. “Segundo o boletim epidemiológico, dentro do distrito sanitário 6, houve o maior números de casos notificados. Por esse motivo, estamos aqui para ajudar e orientar no que for preciso”, explicou uma das supervisoras do mutirão, Janaína Alves, acrescentando que a ação esteve voltada mais para a qualidade do que para a quantidade. Ela afirmou que foram feitas varreduras completas nas residências e comércios da região. Caso seja encontrado o foco do mosquito, Janaína comentou que é feito um tratamento no reservatório. “É um tratamento com larvicida biológico, que elimina em 24 horas os focos do mosquito”, disse a supervisora. Para a ação, foram disponibilizados dez agentes ambientais da Secretaria de Saúde do Recife, 44 homens do Exército, além de quatro supervisores. Janaína ressaltou que o trabalho das equipes é importante, mas a população precisa se engajar para combater as doenças transmitidas pelo Aedes. “É necessário colaboração”, enfatizou. A recomendação dada pelos profissionais é que seja feita uma limpeza periódica nos reservatórios de água, medida que pode evitar problemas futuros de saúde. “Mantê-los fechados é a primeira precaução. Mas para fazer uma limpeza, as pessoas têm que lavar as paredes dos seus reservatórios com uma escova e água sanitária”, alertou Janaína. O autônomo José Rosendo, 52 anos, é morador da comunidade Ilha do Destino, em Boa Viagem. Ele foi um dos que tiveram a casa visitada pela equipe. “Aprovo a iniciativa. É necessária essa mobilização porque a população, muitas vezes, desconhece as informações repassadas pelos agentes”, disse Rosendo, que, de três em três meses, preocupase em limpar o reservatório que fica dentro da loja. “Sei dos perigos da doença. Sou muito consciente”, assegurou. A aposentada Josefa Cândida Lima, 70 anos, também acredita que a medida beneficiará a população. “Deixei que eles entrassem na minha casa para ver se tinha algo por aqui. Mas tomo muito cuidado. É sempre bom sermos alertados dos riscos”, afirmou. No último sábado, a mesma ação aconteceu na comunidade de Brasília Teimosa quando os supervisores trabalharam com outros de agentes de saúde ambiental acompanhados por 39 homens do exército, e tendo visitado 1.856 imóveis da região. Foram encontrados dois focos do mosquito causado da dengue.

Fonte: Folha de Pernambuco

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