Secretaria de Saúde envia equipe a Pesqueira para mapear os casos de infecção

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) montou um plano emergencial para acompanhar a situação na cidade de Pesqueira e conhecer a real dimensão dessa epidemia de arbovirose – dengue, zika e chikungunya. Uma equipe da Gerência Regional de Saúde chegou na última quinta-feira (7) à cidade para mapear os casos e direcionar as ações. O que já se pode perceber é uma desatualização de dados no município, o que agravou a situação.

Oficialmente, para a SES, Pesqueira tem apenas 789 casos de dengue notificados e 739 confirmados. De zika seriam apenas quatro casos suspeitos. E de chikungunya 28 suspeitos e um confirmado. Esses dados podem não corresponder à realidade.

Por isso, a coordenadora do Programa Estadual de Arboviroses, Claudenice Pontes, enviou a equipe de SES à cidade para fazer uma busca ativa, indo inclusive nas unidades de saúde. “Vamos pegar ficha por ficha desses pacientes e ver sinais e sintomas, contabilizar e ver se tem mais tendência de dengue, chikungunya ou zika. E já está sendo providenciado também coletas de laboratórios para saber qual vírus está circulando”, adiantou.

Com os primeiros resultados e a verificação de concentração dos casos, a secretaria vai fazer o bloqueio espacial para eliminação do mosquito, com carro fumacê ou com bombas costais, além de orientar os profissionais de saúde sobre os sintomas das viroses. Claudenice Pontes esclareceu que algumas estratégias não podem ser feitas em aldeias. “Área indígena não pode receber pulverização. A área é de responsabilidade do Ministério e quem faz esse controle é o DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena)”, informou. A SES fez capacitação no final de 2015 com 14 índios de aldeias diferentes e que já atuavam como agentes de endemias. O curso foi para atualizá-los sobre chikungunya e zika.

Fonte: Folha de Pernambuco

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