Uma corrida contra o tempo

Setembro de 2002. Thiago Caffé, 14 anos de idade, voltava da escola para casa. Quando viu seu ônibus do outro lado da avenida Afonso Olindense – no bairro do Várzea, Recife -, correu para alcançá-lo. Sem perceber, um busca vinha pela direção contrária e o atingiu. Antes mesmo e chegar ao chão, bater a cabeça e entrar imediatamente m estado de coma, Thiago já tinha fraturas em quatro partes diferentes na perna. Avançamos para janeiro de 016 e Thiago está em seu quarto do apartamento onde ora, no mesmo bairro do acidente, deitado inerte sobre a ama onde passou os últimos 3 anos de sua vida. Ele nunca voltou a mexer os braços ou as pernas, não conseguiu mais emitir nenhum som e, nem esmo, ingerir alimentos ou água pela boca. Thiago voltou movimentar apenas os olhos, embora não enxergue e, eventualmente, mexe a cabeça. as é neste mês que ele encara seu maior desafio: angariar a generosidade de estranhos. Recebendo um tratamento em casa por 24 horas, conhecido comohome care, Thiago pode perder, até 30 de janeiro, o benefício disponibilizado pelo plano de saúde empresarial que lhe favorecia como dependente de seu pai. “Atualmente, o meu marido está apenas prestando serviços à referida empresa em troca do pagamento pelo plano. Mas com essa recessão, a empresa já não pode arcar com o valor de R$ 2.400 mensais do plano e, como estamos sem pagar por ele desde outubro, tudo pode ser cancelado até o final deste mês”, explica a mãe de Thiago, Regina Caffé. Pelo “home care”, Thiago é atendido em casa por quatro técnicas de enfermagem que se revezam a cada 12 horas. “Toda sua higiene é feita na cama e, para se alimentar, depende de produto industrializado muito caro que vem do exterior e é inserido direto por meio de uma gastrotomia [abertura no estômago]”, conta a mãe. “Sem o tratamento, sei que meu filho vai morrer”. Hoje, a dívida com o plano de saúde chega a R$ 9.600. “Pensei muito antes de expor esse assunto. A família sempre ajuda, mas eles também têm suas despesas”, contextualiza. Daí, para arrebatar o montante da dívida, Regina divulgou a situação do filho pela Internet (www.facebook.com/regina.caffe) e criou também a página “Ajuda para meu filho continuar na Home Care”. Está no site www.vakinha.com.br, onde pode-se tomar conhecimento do caso e dos dados bancários de Regina Lúcia Caffé Lima Belarmino para efetuar o depósito na agência número 0678 da Caixa Econômica Federal, operação 013 e conta corrente 012.437-0. “Pessoas me pediam dados em outros bancos para fazer o depósito, mas não tenho dinheiro para manter outras contas. Pelo ‘Vakinha’, fica mais fácil, porque o doador pode contribuir por um boleto ou por cartão de crédito”, disse Regina. Até a tarde de ontem, o site registrava apenas 1,41% (equivalente a R$ 135) arrecadado do objetivo final, de R$ 9.600.

Fonte: Folha de Pernambuco

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